
Em 22 dias, as tropas de Israel mataram 1 300 palestinianos, metade delescrianças e mulheres.Bombardearam casas, escolas, hospitais, sedes de agências noticiosas.Usaram munições de urânio e fósforo branco contra a população.Destruíram culturas e gado, oficinas, redes de saneamento e de energia.Mataram condutores de ambulâncias e de camiões de ajuda humanitária.Impediram o socorro aos feridos.Deixaram 100 mil pessoas sem abrigo e 400 mil sem água.Não se sabe quantos corpos estão ainda debaixo de escombros.
A suspensão do ataque não é uma verdadeira trégua.Israel acha-se no direito de voltar a atacar onde e quando quiser.Mantém o bloqueio com que estrangula Gaza, vai para dois anos.Usa o terror como uma espada suspensa sobre a população palestiniana.
Israel repete crimes em total impunidade.Ri-se das resoluções das Nações Unidas que o condenam.Despreza a opinião pública mundial que o incrimina.Faz luxo em ser um Estado fora da lei, seguro do apoio dos EUA e da UE,Portugal incluído.
Exijamos o fim dos crimes, o fim da impunidade, o fim da cumplicidade.
Fim do massacre do povo palestiniano.
Fim do bloqueio a Gaza.
Fim da ocupação dos territórios da Palestina.
Alto ao terrorismo de Estado.
Julgamento dos crimes de guerra de Israel.
Israel deve pagar pelas mortes e pelas destruições.
Boicote a Israel.
Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)Lisboa, 20 Janeiro 2009